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segunda-feira, 13 de março de 2017

O que fazer enquanto A Bela e a Fera não estreia



Eu lembro que em 2010 foi anunciado que a Disney faria um live-action de A Bela e a Fera (e que provavelmente a Hermione Emma Watson interpretaria a Bela), depois disso foi anunciado que seriam produzidos live-actions de Cinderela, A Bela Adormecida (pelo ponto de vista da vilã), Tarzan, Mogli e Mulan. Com o passar do tempo praticamente todos esses filmes foram produzidos e nada de sair alguma notícia sobre A Bela e a Fera até que em 2015 (eu acho) Emma Watson foi confirmada como Bela e depois todo o elenco foi escolhido e o ano de lançamento foi anunciado e, depois de vários teasers, esse trailer maravilhoso saiu:


e depois esse:



Finalmente, após sete anos de espera, poderemos assistir a esse tão aguardado filme (pelo menos pra mim). Se você for como eu deve estar contando os dias até a estreia na sexta-feira então eu decidi elaborar uma lista com dicas de coisas para se fazer pra já ir entrando no clima no filme.

1. (Re)Assistir a versão animada da disney



O filme desse ano se baseará no de 1991 então se você nunca assistiu a animação corre pra ver e já ir tendo uma prévia do que passará nos cinemas. Esse é o meu clássico da disney preferido então sou suspeita pra falar, mas acho que pra quem já assistiu é sempre uma boa ideia rever. Você também pode aproveitar e assistir a A  Bela e a Fera 2 ao Natal encantado da Bela e a Fera.

 

 Uma ótima maneira de passar o tempo também é ver vídeos no youtube com as músicas do filme até aprender todas e não conseguir parar de cantar.

2. Assistir a versões animadas que não sejam da disney

Eu fui uma disney child, ou seja, eu cresci consumindo muitos dos filmes produzidos pela disney, mas isso não me impediu de assistir a outras versões  dos clássicos que eu amava (lembro de um desenho de A Pequena Sereia que tinha um final de partir o coração). E uma dessas outras versões inclui um desenho de A Bela e a Fera na qual o pai da Bela era um comerciante, as irmãs dela apareciam, uma fada se revelava à Bela em seus sonhos e em vez de um espelho mágico ela ganha  da Fera um anel que é capaz de teletransportá-la. Se você também foi uma disney child talvez não saiba que a disney não foi a única a produzir animações baseadas em contos de fada, mas esses desenhos existem e alguns são muito bons. Talvez essa seja uma boa hora para procurá-los e se aventurar nesse mundo de animações de contos de fada não-disney.

3. Assistir às versões francesas

A Bela e a Fera é um conto de fadas então é claro que eles produziram os seus próprios filmes. Pra quem gosta de filme antigo tem o de 1946 (que eu ainda não assisti, mas pretendo remediar essa situação):



E tem também o mais recente, lançado em 2014:



Esse eu assisti no cinema e valeu muito à pena. O início da história é bem fiel ao livro escrito por Madame de Villeneuve. O pai de Bela era um rico comerciante que faliu e precisou se mudar para o campo junto com toda a sua família. Um dia ele recebe a notícia de que um de seus navios foi encontrado e viaja para descobrir se consegue resgatar alguma mercadoria. Suas duas filhas mais velhas lhe pedem vários presentes, mas Bela pede apenas uma rosa, mas ao chegar a cidade ele descobre que sua viagem foi em vão e que continua pobre. Durante o seu retorno, ele fica preso em uma tempestade e busca abrigo em um castelo encantado até o dia seguinte. Ao partir ele colhe uma das rosa do jardim para dar pra a sua caçula e então a Fera aparece e o acusa de ingratidão. Por conta de seu delito, o mercador deveria pagar com a vida a não ser que um de seus filhos se voluntariasse para morrer em seu lugar. O comerciante volta para casa para se despedir dos filhos e contar o que aconteceu, Bela então assume o seu lugar apesar dos protestos de seu pai e seus irmãos. A partir daí a história segue de maneira relativamente semelhante ao romance sendo a principal diferença o passado da Fera. A história é divertida, cheia de mistérios e suspense e bem romântica. Além disso, a fotografia é linda. Super recomendo esse filme.

4. Assistir a outras versões

Os filmes acima apresentados não são as únicas releituras de A Bela e a Fera que existem, ainda há muitas outras e você pode aproveitar para assisti-las. Vou deixar aqui alguns exemplos:



Esse último filme eu acabei de achar, nunca assisti e não sei dizer se é bom. E você? Tem mais alguma sugestão pra dar?

5. Ler o livro 


Na verdade, eu deveria ter escrito "ler os livros." A Bela e a Fera é um romance escrito por Madame Villeneuve e publicado em 1740, esse livro é conhecido como a versão original. Dezesseis anos depois, Madame de Beaumont publicou uma versão resumida em formato de conto e essa é a versão mais conhecida. Ambas as histórias são muito legais. Que tal aproveitar para conhecer as histórias originais? 


6. Ler outras versões

Não foi só o cinema que fez releituras desse conto de fadas, mas a literatura também foi fortemente influenciada. Uma outra ideia é aproveitar esses dias para ler algumas das muitas releituras de A Bela e a Fera. Vou deixar aqui algumas sugestões:

A Fera em mim - Serena Valentino
Bela - Ket Strapazzon

Beleza Cruel - Rosamund Hodge
Esses são os livros dos quais me recordo no momento. Você tem mais alguma sugestão?

7. Assistir a seriados inspirados no conto

No final da década passava na televisão uma série chamada Beauty and the Beast que contava a história do relacionamento entre a promotora pública Catherine Chandler e uma fera mítica chamada Vincent. São apenas três temporadas. Fiquei com vontade de assistir, e você?



Em 2012 estreou um remake dessa série no qual Catherine é uma detetive da polícia e Vincent é um médico, ex-militar que virou uma fera após sofrer experimentos no exército. O seriado é muito legal no começo, mas depois vai ficando um pouco chato. São apenas quatro temporadas então eu acho que vale a pena ver se você não tiver mais nada pra fazer.



8. Ler todas as notícias sobre o filme e acompanhar o elenco nas redes sociais

Você também pode acompanhar as redes sociais dos atores para se manter informado de tudo que diz respeito ao filme além de ler todas as entrevistas deles e notícias. Particularmente, eu não tenho muita paciência pra isso, mas sei que tem quem goste de fazê-lo, então fica aqui a dica.

E aí? Gostaram das sugestões? Se você tiver mais alguma indicação de filme, livro ou outra ideia do que fazer até a estreia é só deixar nos comentários.

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sábado, 30 de abril de 2016

HQ's Como eu Realmente



"As aventuras de Niazinha saíram do site diretamente para as páginas da primeira publicação de tirinhas inéditas e já conhecidas! Nem sempre o que esperamos é o que realmente acontece na vida real. Para combater a constante quebra de expectativas ao seu redor, Niazinha acabou desenvolvendo uma imaginação um pouquiiinho criativa demais. São seus exageros que fazem cada história do "Como eu realmente"' um passeio único pelo lado meio esquisito, mas superdivertido, da nossa imaginação."
(Sinopse retirada da contra-capa do vol1) 


"O lado meio esquisito da nossa imaginação é mais profundo do que esperávamos. Neste volume, acompanhamos a Niazinha enquanto ela enfrenta suas fraquezas pessoais, lida com uma mãe particularmente paranoica, reflete sobre alguns dos grandes problemas do mundo e viaja para além da nossa dimensão. Será que ela chegará a tempo de impedir o que a Srta. Garrinhas talvez esteja tramando?"
(Sinopse retirada da contra-capa do vol2)


Como eu Realmente é uma coletânea de tirinhas criadas pela Fernanda Nia a partir do seu site homônimo. O volume 1 dessa HQ já estava na minha wish-list desde o seu lançamento e como ano passado eu fui para a Bienal do Rio eu aproveitei para comprar os dois volumes e conhecer a autora. Gente, a Fernanda é uma fofa (tá certo que eu achei todas as autoras que conheci fofas, mas é porque elas são!), um bolinho de pessoa. Eu simpatizei com ela de cara porque ela reconheceu meu colar com o baco de estrela da Sakura e qualquer pessoa que goste de Sakura Card Captor não pode não ser legal. Ela foi super atenciosa e como o estande da Gutemberg tava meio vazio pudemos ficar conversando um pouco. Quando ela autografou meus quadrinhos, aproveitou para fazer um desenho em cada e comentou que era ruim desenhar com aquela caneta (de ponta 0.3) naquele papel, então eu disse que devia ser mesmo até porque essas canetas borram quando usadas em papel liso, aí ela comentou que não borram e foi me mostrar e... o desenho borrou. Foi um borrãozinho de nada e mal dava pra notar, mas ela ficou se sentindo super culpada e pedindo mil desculpas e eu achei engraçado e fofo. Mas enfim, vamos à resenha porque imagino que seja por isso que vocês vieram ler esse texto, não?
Ps. Vou logo avisando que as resenhas dos outros livros que comprei na Bienal também terão essas historinhas sobre como conheci os autores só porque não criei vergonha na cara pra escrever um post só sobre a Bienal. =p


Eu simplesmente amei os livros. As tirinhas da Fernanda são super divertidas e contemporâneas, elas transitam tranquilamente entre a completa zoeira e a seriedade, algumas abordando situações cotidianas e sendo espécies de crônicas em quadrinhos enquanto outras abordam assuntos mais sérios sobre a sociedade atual e propõem reflexões ao leitor. Cada história vem com comentários (às vezes pertinentes à tirinha e às vezes completamente aleatórios) da autora assim como ela faz em seu site. 

Eu me identifiquei com a Niazinha em várias das situações cotidianas e acredito que muita gente também deve se identificar, principalmente com as tirinhas familiares. Além das histórias da Niazinha, os livros têm quadrinhos especialmente voltados para as aventuras das Srtª Garrinhas e são super divertidos. Além dela, tem também histórias envolvendo o Sargento Fofura que é super fofo fazendo total jus ao seu nome. 

No geral, eu gostei mais do primeiro volume porque tinha mais tirinhas que eu ainda não havia lido, mas eu gostei mais dos extras do volume 2 (alguns jogos e uma história completa). Mesmo sendo leitora assídua do Como eu realmente achei que valeu a pena ter comprado os livros porque eles têm tirinhas inéditas e foi bem gostoso reler as que eu já conhecia.

Eu super recomendo esses livros pra quem gosta de HQ's e quer uma leitura leve e divertida mas ao mesmo tempo de conteúdo. E se você ainda está em dúvida se vale à pena comprar ou não é só entrar no site da autora, ler algumas das tirinhas e tirar suas próprias conclusões.

E aí? Vocês já leram esses livros? Gostam de quadrinhos? Nunca leram HQ's além da Turma da Mônica, mas têm curiosidade ou então não têm a menor vontade de ler? Me digam nos comentários.


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quarta-feira, 27 de abril de 2016

5ª Turnê Intrínseca

No dia 18 de março aconteceu a Turnê Intrínseca aqui em São Luís e, assim como no ano passado, o evento aconteceu na Leitura do São Luís Shopping. Dessa vez as senhas foram distribuídas com duas horas de antecedência o que foi ótimo porque não enfrentamos fila.

Infelizmente muita gente não pôde ir porque a turnê aconteceu em uma quinta-feira (ano passado foi em um domingo e muita gente veio de outras cidades para poder participar), mas eu e Raíssa (e mais algumas amigas dela) conseguimos ir e não nos decepcionamos. O evento foi dividido em três etapas: divulgação dos lançamentos (com direito a booktrailers e trailers dos filmes baseados em alguns desses livros); sessão de perguntas e sorteio de livros e brindes. Novamente eu não ganhei nada nos sorteios *snif*, mas todo mundo recebeu brindes no final do evento. \o/

Os anfitriões desse ano foram a Dani, o Bruno e a Fabi, eles foram super divertidos e descontraídos e até toparam participar de uma brincadeira que propomos (o Bruno disse que só participaria se gravássemos um vídeo pro snapchat da Intrínseca, como nem eu e nem Raíssa temos snap e nunca usamos o vídeo acabou ficando bem engraçado conosco falando feito duas desesperadas).

Se você quiser saber um pouco mais sobre como foi a turnê é só assistir ao vídeo abaixo:

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Belbellita: Lançamento e outras informações

Olha como é linda essa capa!


Então... o lançamento de Belbellita foi nesse sábado!!! *dança feliz pela casa* E foi muito legal! Eu sei que eu sou suspeita para falar, mas foi mesmo. 

O evento começou as 17h na Leitura do São Luís Shopping, mas estava bem vazio no começo. Depois eu fui descobrir o motivo: muita gente errou o shopping e foi parar na Leitura do Shopping da Ilha!!! Passado algum tempo, as pessoas começaram a chegar (e me contar suas sagas ao errar o shopping) e aí foi só amor. Muitos amigos que eu não via há muito tempo foram ao lançamento e eu pude matar a saudade. S2
Durante o lançamento foram servidos chá de maracujá (meu preferido) e chocolate quente e não deu pra quem quis.

Além de ter seu exemplar autografado, todos que compraram um livro no dia ganharam um marcador do livro. (Me fizeram autografar livro até pra cachorro! Coisas dos irmãos Sodré. Tô até agora querendo saber qual foi o poema preferido de Toby)

Tô feliz até agora. :D 

Enfim, pra quem não pôde ir ao lançamento fica aqui o recado: Farei um segundo lançamento na Feira do Livro de São Luís dia 6/10 as 19h. E nesse domingo eu estarei na Feira do Livro do Shopping da Ilha participando de uma mesa-redonda com outros escritores maranhenses, se você é daqui pode aparecer lá que vou adorar bater um papo. S2 S2 S2


Se alguém estiver interessado em adquirir o livro pode comprar pelo site da editora ou comigo, é só deixar um comentário nesse post ou me mandar um inbox ou uma DM ou um e-mail ou uma mensagem no what's app ou uma mensagem de fumaça, o que você preferir (exceto pela mensagem de fumaça, não sei me comunicar assim :p ). O preço do livro está 30,00 (não sei o valor do frete por enquanto porque os correios estão em greve e não ainda pude checar). 

Ah! Mudando radicalmente de assunto, vocês reparam que pintei meu cabelo? Fiz mechas rosas. \o/ Elas acabaram ficando mais vermelhas que cor-de-rosas, mas a tinta deve abrir aos poucos e ficar da cor que eu quero, de qualquer forma eu amei. 

Ps. Já curtiram a fanpage do blog? Ainda não? O que estão esperando? Corram lá e curtam a página. ;)


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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Belbellita - Livro \o/



Se você ainda não sabe (Sério que não sabe? Eu já espalhei a notícia por todas as minhas redes sociais.) eu publiquei um livro e o lançamento será nesse sábado as 17h na Leitura do São Luís Shopping. 
O livro é uma coletânea de poemas escritos ao longo de alguns anos, muitos deles já apareceram aqui no blog inclusive.

Todos vocês - que moram aqui em São Luís - estão convidados a participar. Podem aparecer lá que eu vou adorar bater um papo com vocês.

Prometo que vou me organizar e depois venho escrever um post mais detalhado sobre o livro e sobre o processo de publicação, mas por hoje só vim convidar vocês mesmo.

Vejo vocês amanhã!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Meu conto no Brasil em Prosa



A Amazon lançou um concurso muito legal chamado Brasil em Prosa e eu fiquei sabendo dele logo que foi anunciado, mas não tinha nenhum conto que se encaixasse no que eles estão pedindo (ou meus contos ultrapassam o limite de caracteres ou não são inéditos).

Depois de muito quebrar minha cabeça consegui pensar em uma ideia bacana e finalmente escrevi meu conto. \o/ A ideia surgiu de uma frase que foi dita do filme Sob o Sol da Toscana, aí eu misturei com o começo de um conto antigo que não publiquei aqui no blog e assim surgiu Melhor que Sorvete na Chuva.

Tive um pouco de dificuldade com o limite de caracteres exigido (6000 com espaçamento) e senti que poderia ter desenvolvido melhor a história se tivesse mais alguns caracteres, mas gostei bastante do resultado final e espero que vocês gostem também. A história é bem fofa e eu coloquei algumas expressões maranhenses, então se tiver alguma expressão que você não conheça pode vir me perguntar que responderei com prazer.

O conto custa só 2,00, mas estará disponível "de grátis" até dia 3 de agosto e eu queria pedir para vocês baixarem o conto pra me ajudar a ganhar visibilidade. Não só baixar, mas avaliar também porque isso ajuda muito. Não é preciso ter um kindle para ler o conto, você pode usar o aplicativo para tablets ou celulares e computadores.  

Para baixar o conto é só clicar aqui e vocês também podem me ajudar avaliando o conto no site da Amazon, me dando um feedback e divulgando o conto. 

Por favor, por favorzinho... baixem meu conto, baixem meu conto, baixem meu conto...


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segunda-feira, 6 de julho de 2015

II Encontro de Blogueiros Literários do MA



Sábado aconteceu, na Leitura do São Luís Shopping, o II Encontro de Blogueiros Literários do Maranhão - evento organizado pelo blog Clube do Livro MA e mediado pela Fernanda Araújo do blog Caçadora de Livros. O Belbellita não é um blog exclusivamente literário, mas livros são, definitivamente, uma parte importante daqui por isso resolvi participar. Além disso, achei que seria uma ótima oportunidade de conhecer novas pessoas e não me enganei.

A entrada para o Encontro foi apenas 1 Kg de ração para gato para ser doado ao Projeto Felinos Urbanos e eu adorei isso porque gosto muito quando eventos cobram a entrada visando projetos sociais. *.* Durante o credenciamento, recebi um kit que incluía uma folha de papel almaço para fazer anotações e alguns brindes como marcadores, um botton, tatuagens falsas de Divergente e adesivos de Jogos Vorazes. O evento estava marcado para as 15h e começou com pouco tempo de atraso. Após uma rápida palavra de abertura por parte da Fernanda, teve uma mesa redonda composta pela Mary, autora de Onde Encontrar o Amor; pela Jaciara, do Um Sofá a Lareira; pelo professor Roosevelt Silva e pela Laísa Couto, autora de Lagoena. A mesa discutiu assuntos voltados à blogosfera maranhense, focando no que é ser um blogueiro literário atualmente e em como dinamizar os blogs. Depois da discussão, teve sorteio de brindes e eu ganhei dois livros de vários bottons: 


Depois do sorteio, teve um momento de confraternização no qual as pessoas podiam trocar livros e marcadores de página com direito a coffee break e a vídeos (gravados especialmente para o evento) de algumas escritoras. Eu não levei nada para fazer troca, então apenas aproveitei para ficar conversando com algumas pessoas. Foi nesse momento também que eu comprei Lagoena pra mim com direito a autógrafo e tudo. :)

Eu esperando enquanto a Laísa assinava a minha cópia
O Encontro foi bem legal e foi ótimo ver tantas pessoas interessadas em literatura. Espero poder participar de eventos assim com mais frequência.
Ah! Acabei não batendo nenhuma foto, então todas as que postei aqui são as oficiais do evento que peguei no face da Fernanda.


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segunda-feira, 15 de junho de 2015

The Misselthwaite Archives



The Misselthwaite Archives é uma websérie baseada em O Jardim Secreto. *________________*  Diferente das outras webséries com as quais estou acostumada, TMA não funciona apenas no formato vlog, mas também no formato tradicional (com alguém filmando de fora, como se fosse um filme).

Na história, Mary é uma menina de 17 anos que fica órfã e vai morar em outra cidade com o seu tio Art. Lá, ela começa a gravar um vlog-diário para se manter em contato com a sua terapeuta Frances H. Burnett (eu achei essa escolha para o nome dela tããããão legal!!!), a Senhora B. E é apartir daí que a história se desenvolve.

Eu acho que teria sido mais interessante se a idade das crianças não tivesse sido tão alterada, acho que seria mais legal se eles tivessem uns 13/14 anos. Além disso, a websérie é um pouco lenta no começo, mas - fora isso -  eu to amando.

A princípio, eu achei a Mary um pouco menos chata, egoísta e mimada do que eu esperava, como se fosse só uma adolescente cheia de atitude, mas depois ela vai mostrando o quão bitch ela é. E ela também consegue ser engraçada e divertida. Eu gostei da Madlock e ainda não consegui superar esse fato, simplesmente não consigo vê-la como uma bruxa. A Martha parece que anda vomitando arco-íris e que bebeu paciência líquida em vez de leite quando era bebê. Ela é uma fofa e quero mais cenas dela. Declan (Dickon) é um doce de garoto, muito fofo e inteligente também. A Callie (Colin) é uma drama queen, a guria é mimada e chata pra caramba, não chega a ser tão insuportável quanto o Colin era, mas passa perto. Achei esse cross-gender desnecessário, mas como o papel do Colin, enquanto personagem, não requer necessariamente um menino acaba não fazendo diferença se é Colin ou Callie. E é bem legal ver o desenvolvimento da relação entre as duas meninas.

Achei um pouco amoroso demais o relacionamento entre as duas, acho que isso acontece porque a Mary da websérie é um pouco mais paciente e menos maldosa que a Mary do filme e do livro. Não que isso seja ruim, é só um comentário já que no livro o relacionamento entre a Mary e o Colin se desenvolve mais na base da marra já que os dois são crianças insuportáveis e egoístas. Só depois de muitas brigas, manipulação e talvez um pouco ódio, é que os dois começam a virar amigos.

O relacionamento da Callie e do Declan ainda está no começo, mas também é divertido de assistir, ainda mais as cenas de ciúmes da Callie.

A série tem várias referências a cultura pop como GoT, DW, Narnia, Capitão Planeta, etc. e isso dá um toque ainda maior de realismo. Os episódios saem toda quinta e sábado e, se eu fosse vocês, correria para assistir porque é muito legal. Ah! Acabei de lembrar de uma coisa. O pintarroxo ou pisco-de-peito-vermelho (não lembro qual era o pássaro agora) do livro virou um gato chamado Robin, o que é muito legal porque a espécie do pássaro que guia a Mary até o jardim é robin em inglês.

Vou deixar aqui os trailers e o primeiro episódio para vocês assistirem:





Agora eu estou na esperança de que esse projeto dê tão certo que depois resolvam fazer uma websérie de A Princesinha. *.*



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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Vamos falar sobre sexo (na literatura)?



To enrolado pra escrever esse post desde sábado reretrasado após ter lido essa reportagem no dia anterior.

Pra quem ficou com preguiça de ler o texto do link, ele discute sobre a questão do sexo sendo abordado com cada vez mais frequência pela literatura adolescente e YA e se isso seria algo positivo ou negativo. A reportagem acabou suscitando uma série de tweets de diversos autores e leitores que passaram o dia de sexta comentando sobre o assunto. A conversa gerada foi bem interessante (eu aprendi tantos termos, que eu nem sabia que existiam, relacionados à sexualidade que minha cabeça quase deu nó) e eu fiquei com vontade de expor minha opinião sobre o assunto em mais de 140 caracteres.

Primeiro, eu queria deixar claro que a discussão gira em torno de uma literatura voltada para adolescentes e não para crianças, sendo assim, eu acho super importante que os livros que visam esse público toquem no assunto. Particularmente, não acho uma boa ideia cenas detalhadas de sexo porque, como disse a Thalita Rebouças na reportagem, tem adolescente de 14 anos mais maduro que gente de 30 e tem adolescente de 14 anos com mentalidade de 10, mas o assunto deve ser abordado sim.

Conversas sobre sexo deveriam começar em casa com os pais, mas, infelizmente, isso nem sempre acontece. A escola, em alguns casos, tenta suprir essa necessidade com algumas aulas de "educação sexual" inseridas na matéria de Ciências ou na de Biologia, mas essas aulas muitas vezes são mal elaboradas e insuficientes. Sem contar com o fato de que uma grande parte dos adolescentes pode acabar ignorando as recomendações sobre sexo seguro justamente por serem aulas.

E é aí que entra a importância da literatura abordar o assunto. Muitas vezes, os livros são o único meio através do qual os adolescentes podem aprender de uma maneira "segura" sobre o assunto. Sem contar que eles podem servir como porta de entrada para pais e professores  iniciarem um diálogo com os adolescentes sobre o assunto. Os livros podem retratar a importância do sexo seguro e as consequências que a falta dele podem acarretar de uma forma bem mais fácil e real de apreender do que uma aula. Eles podem mostrar porque é importante ouvir quando alguém diz não (em vez de ignorar e cometer um estupro) e a importância de não se dizer sim apenas por pressão dos amigos.

E a ideia de que só por lerem livros que falem sobre sexo ou contenham cenas de sexo eles vão começar a praticar sexo é completamente irrealista. Eu li muitos livros que falavam sobre sexo e nem por isso virei ninfomaníaca. Lembro que ainda adolescente li um paradidático cujas protagonistas eram prostitutas adolescentes; um livro que me marcou muito também foi Predadores da Inocência que aborda o tráfico sexual infantil; Coisas que toda garota deve saber também aborda o tema; As séries O Diário da Princesa e A Irmandade das Calças Viajantes também falam sobre sexo; e eu acho que quase todo chick-lit toca no assunto. Isso sem contar que quase metade dos clássicos que são lidos ou estudados no Ensino Médio abordam o tema, por exemplo: O Cortiço, O Bom Crioulo, Emma Bovary, O Crime do Padre Amaro, Luzia-Homem, A Carne, O Primo Basílio, Germinal, etc.

Quanto à linguagem usada para falar sobre o assunto também não vejo problema algum porque são termos que eles já ouvem no dia a dia. Por mais que muitos adultos queiram negar, adolescentes fazem sexo, falam sobre sexo e usam essa linguagem mais "pesada" para falar sobre o assunto.

Agora, sobre sexo na literatura YA eu não vejo porque reclamarem. Como o próprio nome já diz, o público alvo é o young-adult (jovem adulto) e é de se esperar que um jovem adulto já tenha noção suficiente do assunto para não precisar ser censurado.

Quanto à literatura infantil falando sobre sexo, também acho importante, principalmente e sobretudo com o acompanhamento dos pais. Eu estou longe de ser mãe, mas acho que crianças devem ser ensinadas sobre o que é sexo e, principalmente, sobre o que é abuso sexual e também acho que os livros podem ser excelentes parceiros nesse processo. Na verdade, se você já é mãe ou pai ou tem algum contanto com alguma criança pequena, eu super recomendo o livro Kiko e a Mão para ensinar sobre abuso sexual.

Agora eu queria levantar um outro tema...

Vamos falar (na igreja) sobre sexo?/ Vamos falar sobre sexo (na literatura cristã)?

Eu já tinha falando sobre esse assunto por aqui, mas na época eu só indiquei alguns links interessantes sobre o assunto, hoje eu quero abordá-lo de um ponto de vista mais pessoal.

Eu tive muita sorte porque, desde criança, meus pais conversaram comigo sobre sexo e nunca deixaram de responder à nenhuma das minhas perguntas por mais "embaraçosas" que elas pudessem ser e olhem que eu fiz muita pergunta embaraçosa. (A propósito, obrigada por isso, mamãe e papai). Além disso, eu pude conviver com algumas mulheres cristãs casadas que não tiveram problema algum em falar sobre o assunto comigo mesmo eu sendo solteira. Mas eu sei que essa não é a realidade de muitos jovens cristãos.

Falar sobre sexo na igreja ainda é um tabu para muitos, mas graças a Deus esse tabu tem sido quebrado por muitas pessoas. Conversar sobre isso com adolescentes é importante não só pelos mesmos motivos expostos na primeira parte desse post, mas também para que eles entendam que sexo é algo bom ou, pelo menos, é pra ser (eu não posso falar disso de um ponto de vista pessoal ainda, mas tenho fontes seguras sobre o assunto) e que só é pecado se praticado fora do casamento. É preciso quebrar com a ideia que alguns ainda tem que sexo é ruim ou que é O pecado (até porque não existe pecadinho e pecadão) porque essa ideia pode acabar transformando esses adolescentes em adultos casados e sexualmente frustados e com sérios problemas dentro do casamento.

Além disso, conversar de maneira sincera e aberta sobre o assunto faz com que o adolescente entenda a importância de se guardar para o casamento e decida permanecer virgem por fé e obediência à palavra de Deus e não por medo ou por acreditar que esse seria um pecado enorme, maior do que os que ele já comete, ou por causa dos pais etc.  E é aí que entra a importância de livros cristãos abordando o assunto.

Peraí... livros cristãos contendo sexo? Você tá brincando, Vanessa? Não, não estou brincando. Falar sobre sexo não transforma, necessariamente, um livro em erótico e fazê-lo através de uma literatura de cunho cristão é importante para que o adolescente (ou quem quer que leia) entenda que 1) sexo é bom, 2) sentir atração sexual por alguém é algo natural, 3) abstinência sexual não é fácil, mas também não é um bicho de sete cabeças, 4) sexo fora do casamento é um pecado como qualquer outro e não  um maior e 5) não é porque a pessoa não é mais virgem que Deus não ama mais ou que ela vai direto pro inferno ou algo do tipo. Além disso, ler livros nos quais os personagens têm crenças iguais às suas e tomam as mesmas decisões que você ajudam o adolescente a permanecer firmes em seus propósitos ante às pressões dos "amigos" para que o/a adolescente perca a sua virgindade o quanto antes.

Enquanto eu pensava sobre esse assunto eu percebi que muitos dos livros cristãos que eu tenho ou li (alguns ainda adolescente) abordam o assunto e foram/são muito importantes na minha formação enquanto mulher e cristã. Por exemplo: A Batalha de Toda Adolescente, Cantares de Salomão (você pode até interpretar Cantares como um exemplo da relação entre Cristo e a Igreja, mas ele foi escrito primordialmente para retratar a relação conjugal entre um homem e uma mulher), A Mulher Controlada pelo Espírito (tem um capítulo falando sobre como o temperamento da pessoa influencia na vida sexual), A Série Cris e seus derivados (Você já leu, mas não percebeu o livro abordando sexo? Pera lá que eu vou te lembrar: a Alyssa engravida do Sam no primeiro livro; o Rick pré-convertido vive forçando a barra na parte física de qualquer relacionamento em que esteja; o Ted e a Cris precisam parar de se beijar várias vezes porque já estão no sinal vermelho; a história da Tia Marta e da sua filha Joana; o beijo capaz de gerar uma criança - palavras do pai do Eli - entre o Eli e a Katie; a Cris aparecendo de madrugada na universidade usando só uma camisa do Ted e sabe-se lá o quê por baixo; as cenas de sexo entre a Cris e o Ted na série em que eles estão casados e essa frase da Katie), Hadassah - Uma Noite com o Rei (uma noite com o rei, acho que esse título já diz tudo, né?), A Bandeja - Qual Pecado te Seduz? (tem cenas de sexo no livro e apesar de ainda não ter lido Entre a Mente e o Coração creio que também deve ter ou, pelo menos, deve abordar o assunto), Perdido sem Você (não é o foco do livro, mas ele aborda o sexo em alguma partes e o faz de uma maneira bem construída e realista com umas cenas e diálogos hilários) e Amor de Redenção [A protagonista é uma prostituta e rola sexo do início ao final do livro. O livro aborda pedofilia, prostituição, estupro, traição, sexo como vingança, incesto, sexo como expressão de amor, a importância do prazer sexual tanto feminino quanto masculino, sexo dentro e fora do casamento, sexo - ou atração sexual - como ferramenta de conquista, etc. Fala até sobre empoderamento feminino! (Isso não tem necessariamente a ver com sexo, mas que quis dizer porque é muito legal.)  E esse é um livro que eu recomendaria pra qualquer pessoa independente se for adolescente ou adulto]. Enfim, esses são só alguns exemplos.

Eu já estou com sono e tenho que trabalhar mais tarde, então vou parar por aqui. Espero que tenha conseguido deixar claro o porquê eu acho importante se conversar sobre sexo em casa, na igreja e na literatura. Digam nos comentários qual é a opinião de vocês sobre o assunto.



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segunda-feira, 25 de maio de 2015

O Livro dos Vilões




Pessoas boazinhas são tão chatas. Não há nada melhor do que um bom vilão. Sei do que estou falando. Também tenho meus momentos de maldade, vocês me conhecem bem...

Por isso mesmo estou certa de que vão se divertir muito com este livro: Irmãs que amam sapatos e odeiam a meia-irmã - muito natural, é claro; uma madrasta hilária viciada num app para iPad e em experiências com venenos, huahuahua; um bruxa que me lembrou muito dos tempos do colégio; e um lobo com crise de consciência... vai entender!
Então vamos parar de enrolação! Se estiverem na praia, peçam uma bebida bem geladinha e ajeitem seus óculos escuros, porque é impossível parar de ler as novas histórias desses vilões cheios de classe e... maldade!

Você sabe que me ama.
Xoxo, Blair Waldorf. (Sinopse retirada da orelha do livro)

Assim como O Livro das Princesas, o Livro dos Vilões tem como proposta ser uma releitura moderna e realista dos contos de fada, a diferença é que, dessa vez, as histórias são contadas do ponto de vista dos vilões. Os contos foram novamente escritos por escritores brasileiros e ianques e novamentes os brasileiros foram mais legais. Então, vamos às histórias!

#Stepsisters - sobre sapatos e selfies, Cecily von Ziegeser: Releitura de Cinderela. Nastia e Dizzy são duas irmãs gêmeas superficiais e viciadas em sapatos que adoram fazer a irmã de criação Cindy de gato e sapato. Gostei da fada madrinha e SPOILER da Cindy ter mostrado um lado um pouco vingativo SPOILER, mas o enredo foi bem fraquinho e extremamente superficial, o que não me surpreendeu porque os poucos livros que já li dessa autora seguem essa mesma linha. Achei que o conto deixou muito a desejar e poderia ter sido bem melhor.

Menina Veneno, Carina Rissi: Releitura de Branca de Neve. Malvina é uma supermodelo e se acha a mulher mais linda do mundo, mas vê esse mundo virar de cabeça para baixo quando sua enteada Bianca Neves decide investir da carreira de modelo também. No geral, achei o conto bem legal e gostoso de ler, mas não curti alguns aspectos do final.  

Quanto mais afiado o espinho, Diana Peterfreund: Releitura de A Bela Adormecida. Conta a história de Madalena que vive em uma família de "bruxas", mas tenta a todo custo ser normal. Um dia, ela conhece três meninas numa piscina pública e as quatro se tornam melhores amigas, só que as outras garotas desconhecem a origem de Madalena. Gostei da personagem Madalena e odiei suas "amigas". O conto é legal e bem triste.

A Menina e o Lobo, Fábio Yabu: Pelo título acho que deu pra perceber que a história é baseada em Chapeuzinho Vermelho, né? Esse conto fugiu totalmente da parte realista da proposta já que mantém o aspecto fantasioso da história, mas mesmo assim foi meu conto preferido. O Lobo é um ótimo personagem, super bem desenvolvido e a história foi muito bem bolada. Não quero falar muito para não dar spoiler, mas esse conto super vale a pena ser lido! 

De uma maneira geral, o livro é legal, mas deixou um pouco a desejar. Por mais interessante que tenha sido o fato de tantos os vilões quanto os mocinhos não maniqueístas, eu esperava vilões mais vilões e malvados. Sinceramente, eu achava que esse livro seria mais legal e interessante que o das princesas justamente por ser do ponto de vista dos vilões, mas as histórias acabaram sendo um pouco fracas. O único conto que eu amei mesmo foi A menina e o lobo, ele fez valer a pena todo o livro.


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Top 5 Personagens Cegos

Vocês já repararam que é difícil ver personagens com ''deficiências'' em livros/séries/filmes? E que quando eles aparecem normalmente são mostrados como vítimas, incapazes,etc? Como se toda a vida deles girasse em torno de serem cegos, surdos etc. Mas felizmente existem alguns escritores/roteiristas que ao criarem personagens com ''deficiências'' não permitiram que eles fossem definidos por isso ou vistos como pobres coitados ao contrário, eles são personagens badasses muito bem construídos e dos quais eu acho que ninguém seria capaz de sentir pena.

Pensando nisso foi que eu decidi fazer esse top 5 de personagens cegos que não devem em nada para aqueles que são capazes de enxergar.

Ah! Eles não estão em ordem de preferência.

Ps. Vou tentar fazer essa lista com o menor número de spoilers, mas já aviso que haverão alguns.

Toph Bei Fong (Avatar: A Lenda de Aang / Avatar: A Lenda de Korra)


Toph nasceu cega e por causa disso foi super protegida pelos seus pais que não permitiam que ela saísse de casa. Como ela também nasceu com a dobra de terra seus pais contrataram um professor (que supostamente era o melhor mestre/dobrador de terra) para que ela aprendesse pelo menos o básico. Acontece que Toph, sozinha, aprendeu muito mais do que o professor sabia apenas ''observando'' texugo-toupeiras (sim, eu tive que ir no google pesquisar o nome do animal) e passou a usar a sua dobra para sentir as coisas ao seu redor e assim ser capaz de ''ver''. Ela também costumava sair de casa às escondidas e lutar com outros dobradores sob o codinome de Bandida Cega e quando seus pais descobrem eles têm uma briga enorme e ela foge de casa e passa a ensinar o Avatar Aang a dobra de terra. Ela é tão poderosa que foi a responsável por descobrir que dobradores de terra também podiam dobrar metal. Ela também foi a responsável por ajudar a Avatar Korra a lidar com sérios problemas e superar alguns ''traumas''.
Toph passa longe do estereótipo de donzela indefesa ou de cega indefesa. Ela é capaz de se cuidar sozinha e muitas vezes é ela quem resgata seus amigos. Ela é dona de um humor sarcástico e muitas vezes faz brincadeiras com o fato de ser cega sem nunca querer a piedade dos outros por causa disso. Por essas e outras que ela merece estar no nosso top 5.

Leon (Trilogia Anômalos)


Leon é cego, é um anômalo e é gay , ou seja, ele tem todos os ''motivos'' pra se fazer de coitadinho vítima de bullying, mas ele não o faz (até porque no universo de anômalos o foco é preconceito contra anômalos). A anomalia do Leon permite que ele tenha super-sentidos fazendo com que ele se locomova como se enxergasse (na verdade, acho que ele anda melhor do que muitos que vêem). Ele é super inteligente, muito concentrado, tem um ótimo senso de humor e é muito leal aos seus amigos. E é um dos meus personagens favoritos nessa trilogia e eu espero muito que ele não morra no terceiro livro.
Ps. Eu não achei nenhuma fanart do Leon e como eu sou uma ótima artista (lembram que eu mostrei meus talentos pra vocês nesse post?) resolvi eu mesma desenhá-lo.
Pps. Eu sou péssima pra lembrar a descrição física dos personagens (só lembro a da Sybil) então pode ser que o Leon não seja negro, mas eu tenho quase certeza que ele é.

Cem Olhos (Marco Polo)

Sifu, mais conhecido como Cem Olhos, é especialista em diversas artes marciais e um lutador exímio. Ele foi responsável por treinar Marco Polo e o filho de Kublai Khan. Eu não lembro se ele é cego de nascença, mas não faz diferença porque o que importa é que ele é um grande lutador. Sério, vocês precisam assisti-lo lutando, procurem no youtube depois. É muito massa! E pra completar o cara é um dos personagens mais sábios da série. 

Eli (O Livro de Eli)

Eu assisti a esse filme a não sei quantos anos então não lembro muitos detalhes, mas só o fato de eu (e creio que a maioria das pessoas que assistiram a esse filme) só ter percebido que Eli era cego lá pra metade (ou talvez tenha sido lá pro final do filme, não lembro...) do filme já diz muita coisa. Eli também é muito bom de luta e um dos pontos mais interessantes do filme é quando ele  precisa lidar com o conflito de que suas ações não estão de acordo com as suas crenças, de que ele se preocupou tanto em proteger o Livro que esqueceu de vivê-lo. Esse conflito todo faz com que o personagem seja ainda mais interessante.

Matt Murdock / Demolidor (Demolidor)


Matt Murdock sofreu um acidente aos 9 anos de idade no qual um elemento químico caiu nos seus olhos deixando-o cego. Em compensação ele ganhou super sentidos (pelo menos foi o que eu entendi até agora, ainda não acabei de assistir a série e nunca li os quadrinhos ou assisti ao começo do filme). Enfim, advogado de dia e o diabo da Cozinha do Inferno a noite, Demolidor é um herói muito interessante, além de lutar super bem ele também precisa lidar com os conflitos provenientes de toda a violência que causa e para isso ele encontra conforto na sua fé católica. Ah! Apesar de não estar na lista, vale mencionar Stick, o seu mestre que por acaso também é cego.

Apesar de todos os personagens dessa lista serem bons de luta e fisicamente fortes, minha ideia de personagem badass vai além disso. Eles são tops porque foram bem construídos, porque não se limitam devido a cegueira, porque possuem conflitos internos interessantes e plots interessantes também.

Ps. Repararam que só tem uma mulher na lista? Cadê as personagens deficientes femininas bem construídas?

Enfim, espero que tenham gostado dessa lista, mas me digam nos comentários se tem mais algum personagem cego que vocês gostariam de acrescentar a ela. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Entrevista com Angélica Pina



O post de hoje traz uma convidada muito especial, a escritora Angélica Pina (autora do livro Quilômetros de saudade) que gentilmente concordou em nos dar uma entrevista. 

YAY! Nossa primeira entrevista S2 S2 S2

Além da Angélica eu convidei a Raissa (lembram dela? A amiga que me auxiliou na cobertura em vídeo da 4ª Turnê Intrínseca) para me ajudar a elaborar as perguntas. A entrevista foi feita via internet e eu e Raissa tecemos pequenos comentários em cima de algumas respostas da Angel, os meus comentários são os cor de rosa e os da Rai são os azuis.

1. O que te motivou a se tornar escritora?
A paixão pelas palavras é antiga, desde criança que amo ler. Isso acabou gerando uma facilidade com as letras e quando tive tempo para me dedicar a escrever uma história (quando parei de trabalhar para ficar em casa com meu filho logo que nasceu), as coisas foram fluindo. Descobri algo que amo! Criar histórias e compartilhá-las com outras pessoas é muito muito gostoso!

2. Como foi o processo de publicação do seu livro? Você mandou o manuscrito para muitas editoras? Recebeu muitas negativas?
Não mandei para muitas, porque optei por enviar primeiro para as que aceitavam receber o original por e-mail e se não conseguisse alguma, passaria a mandar para as que recebem apenas impressos. Recebi um NÃO da editora que era a primeira na minha preferência e logo em seguida recebi o SIM da Giostri. O processo com eles foi muito rápido, mandei inicialmente as primeiras vinte páginas, como solicitado nas regras da editora, no dia seguinte o editor já pediu para ler o restante. Depois de quinze dias ele me retornou com a proposta de publicação.

3. Por que você escolheu a editora Giostri?
Um dos principais motivos foi a rapidez com que recebi o retorno. Antes de começar a busca por editoras, li bastante sobre como funcionava o processo e vi que a maioria pede em média 6 meses para dar uma resposta, isso quando dão (geralmente só respondem quando se interessam pela obra, se o resultado for negativo não dizem nada). Bem, eu estava ansiosa para publicar logo e pouco disposta a esperar meses por uma resposta que talvez não viria, então...

4. Em Quilômetros de Saudade, o romance da Dani e do Fê é embalado pelas musicas da Marisa Monte, qual a importância que a música tem na sua vida pessoal e no seu processo criativo?
Acho a Marisa Monte uma diva! Uma das características da Dani “herdada” de mim foi gostar das músicas dela. Gosto de sempre inserir músicas nas minhas histórias, adoro quando alguém comenta que ao ouvir a canção lembra de algum personagem. Músicas são ótimas fontes de inspiração, mas não costumo ouvir enquanto escrevo. Paro, escuto, analiso a letra, vejo onde e como ela se encaixa, depois volto a trabalhar em silêncio.

5. Falando em música, qual a sua banda ou seu cantor preferido? E sua música favorita?
Difícil! Gosto de MPB de um modo geral (destaque para Marisa Monte e Nando Reis) e curto algumas bandas e cantores “gospel” (Resgate, Fruto Sagrado, Davi Sacer...)

Vamos dificultar um pouco as perguntas...
6. Quais são o seu livro e o seu autor prediletos?
Essa pergunta é muito difícil, porque não tenho um, tenho vários. Mas para citar assim, os que vêm de imediato na cabeça: livro - O pequeno príncipe e autora – Sophie Kinsella.

7. Quais livros/escritores mais influenciaram na sua escrita?
Os autores contemporâneos, de um modo geral. Gosto de usar uma linguagem de fácil entendimento e não sou de ficar descrevendo cenários, prolongando onde acho desnecessário, sempre enxugo ao máximo para a leitura não ficar cansativa. Portanto, os clássicos e a Literatura mais rebuscada ficam um pouco de fora no que diz respeito a influenciar minha escrita.

8. Responda:
Team Edward ou Team Jacob?
Nunca li ou assisti a saga, mas fisicamente prefiro o Jacob. hehehe...
(Eu sempre fui team Edward mesmo achando o amor entre ele e a Bela um pouco obsessivo, mas tenho que concordar que fisicamente o Jacob é bem mais interessante...)
Team Peeta ou Team Gale?
Oi? Quem?
(Como assim você não leu/assistiu Jogos Vorazes!!!??? oO #chocada)
(Peraí... eu posso até entender o fato de você não ter lido/assistido Jogos Vorazes, mas como assim você não sabe quem são!? Só vou te "perdoar" porque eu também não conheço alguns dos caras das próximas perguntas.)
Team Aspen ou Team Maxon?
Maxon desde o início! Ele é fofo demais, um príncipe! (Ah, vá! Jura?)
(Team Maxon! o/ Tenho que admitir que era Team Aspen no começo e eu ainda gosto muito dele, mas o Maxon me ganhou de vez!)
Christan Gray ou Iceman (Eric Zimmerman)?
CG sem dúvidas.
Travis Maddox ou Andrew? 
Andrew!!! Sempre prefiro os mais fofos, não curto bad boys.

9. Se você pudesse se casar com alguma personagem literária quem seria?
Com o Michael Hosea, do livro Amor de Redenção. É o cara mais perseverante e sábio do mundo!
(OMG! Melhor escolha ever! Amei essa resposta e se eu pudesse escolher uma personagem literária para me casar definitivamente seria o Michael. *.*)

10. Qual a importância da diversidade na literatura?
Acho mega importante diversificar, experimentar e ler de tudo, passando por todos os gêneros, autores dos mais conhecidos aos que ninguém ouviu falar. Ler melhora a escrita e o vocabulário. Ler gêneros diferentes abre a mente para novas possibilidades e estimula a criatividade. Fora que é sempre bom sair da nossa “zona de conforto”, né?!

11. Para quando podemos esperar o seu próximo livro?
O segundo livro, que é tipo um “spin-off” de Quilômetros de saudade, já está sendo trabalhado na editora. A previsão é de que por volta de julho ele esteja pronto.
(Oba! *dancinha feliz*)

12. Como é ser mãe, esposa e escritora ao mesmo tempo? Como você arranja tempo para escrever?
Sabe que nada disso é considerado profissão, né?! rsrsrs... Ser mãe de uma criança pequena e serelepe (meu Leo tem 3 anos) dá trabalho pra caramba e exige plantão 24/7 (24 horas, 7 dias na semana). Tem quem ache que ficar em casa o dia todo, ainda por cima na frente do computador, é moleza! Mas aprendi a ler e escrever em qualquer brechinha de tempo que tenho. E meu filho vai para a escola no período da tarde, então tenho (teoricamente) 4 horas mais tranquilas no meu dia.
13. Se você pudesse ser qualquer personagem qual você seria e por quê?
Talvez alguém que tivesse algum tipo de superpoder... hahahaha... Mas como não sou muito de ler fantasia, não sei citar algum específico.

14. Se sua vida fosse um livro qual seria o título?
Putz, não faço ideia! Minha maior dificuldade em meus livros é escolher o título, da minha vida então, sem chance.

15. Se "Quilômetros de Saudade" virasse filme, quem você gostaria que interpretasse a Dani e o Fê? E o restante do elenco?
Imagino a Bianca Bin sendo a Dani e o Bernardo Velasco para o Fê. O Rodrigo Hilbert daria um ótimo Jorge e as amigas Aline e Letícia poderiam ser a Jéssika Alves e a Stephany Brito. (Fiz um post há um tempo com as fotos desse “dream cast”, se quiser disponibilizar o link, é esse: http://www.universodosleitores.com/2014/07/meu-dream-cast.html)

Muito obrigada, Angel, por ter nos cedido seu tempo e respondido nossas perguntas. 

Quanto a vocês, leitores, espero que tenham gostado de ler essa entrevista porque eu e Raissa com certeza adoramos elaborar as perguntas e entrevistar a Angélica. Comentem aí o que vocês acharam, se vocês gostaram das respostas e se vocês querem mais postagens desse tipo. 
Ah! E se ainda não leram Quilômetros de Saudade, fica aqui a dica: leiam. ;)

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O Diário Secreto de Lizzie Bennet




Lizzie Bennet é uma jovem estudante de comunicação que resolve fazer um vlog como projeto para a faculdade, postando vídeos em que reflete sobre sua vida e a de suas irmãs. Quando dois amigos ricos e charmosos chegam à cidade, as coisas começam a ficar mais interessantes para as irmãs Bennet — e para os seguidores de Lizzie na internet. 
De repente, Lizzie — que sempre se considerou uma garota bastante normal — se torna uma figura pública. Mas nem tudo acontece diante das câmeras. E, felizmente para nós, ela escreve um diário secreto...

Com reviravoltas que vão deliciar os fãs de Jane Austen, assim como novos leitores, 'O diário secreto de Lizzie Bennet' expande o fenômeno da web série que encantou quase dois milhões de espectadores e faz uma releitura inédita de Orgulho e preconceito.
(Sinopse retirada do livro)


O Diário Secreto de Lizzie Bennet é uma adaptação de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. Para ser mais exata, é  uma adaptação de The Lizzie Bennet Diaries que, por sua vez, é uma adaptação contemporânea que transformou a obra de Austen em websérie. Creio que quase todo mundo já ouviu falar de Elisabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy, então não vou entrar em detalhes sobre a história em si.

Quem me segue no twitter ou acompanhou minha série de posts sobre seriados sabe que eu sou apaixonada por TLBD e é claro que quando eu soube que iam lançar esse livro eu fiquei super feliz e animada para ler. Antes de tudo, eu preciso dizer que não é preciso ter assistido ao vlog para entender o livro, mas isso torna a experiência bem mais interessante.

Na história podemos ter acesso a algumas cenas que não foram contadas no vlog, como a carta, na íntegra, do Darcy e as 48 horas de preocupação da Jane, por exemplo (só lendo para saber o que isso significa). Além disso é bem legal ler algumas cenas e relembrar os vídeos, sem contar que em alguns capítulos a Lizzie faz a transcrição total dos vídeos por medo de não ser capaz de fazer jus ao acontecimento. 

O Diário Secreto de Lizzie Bennet é um livro de leitura rápida e fluída e eu super recomendo para quem é fã de Orgulho e Preconceito e/ou TLBD.

Ps. E se você ainda não assistiu a TLBD, corre para asistir!