quinta-feira, 18 de junho de 2015

A Incrível História de Adaline



Adaline Bowman (Blake Lively) nasceu na virada do século XX. Ela tinha uma vida normal até sofrer um grave acidente de carro. Desde então, ela, milagrosamente, não consegue mais envelhecer, se tornando um ser imortal com a aparência de 29 anos. Ela vive uma existência solitária, nunca se permitindo criar laços com ninguém, para não ter seu segredo revelado. Mas ela conhece o jovem filantropo, Ellis Jones (Michiel Huisman), um homem por quem pode valer a pena arriscar sua imortalidade.
(Sinopse retirada do AdoroCinema)

A Incrível História de Adaline é um filme romântico bem legal de assistir. Os personagens foram bem elaborados e são cativantes, o enredo é um pouco clichê e previsível, mas isso não é algo ruim.

Apesar de ser bem leve e água com açúcar, a história te leva a refletir sobre os prós e contras da imortalidade e sobre a importância de realmente viver a vida. E é bem interessante ver a construção dos relacionamento, principalmente o da Adaline com a sua filha.

Faz tempo que não faço uma resenha tão curta, mas não sei mais o que falar sobre o filme. Se você tá procurando um filme gostoso de ver e que passe voando, esse é ideal. Vou deixar o trailer para vocês aqui:





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segunda-feira, 15 de junho de 2015

The Misselthwaite Archives



The Misselthwaite Archives é uma websérie baseada em O Jardim Secreto. *________________*  Diferente das outras webséries com as quais estou acostumada, TMA não funciona apenas no formato vlog, mas também no formato tradicional (com alguém filmando de fora, como se fosse um filme).

Na história, Mary é uma menina de 17 anos que fica órfã e vai morar em outra cidade com o seu tio Art. Lá, ela começa a gravar um vlog-diário para se manter em contato com a sua terapeuta Frances H. Burnett (eu achei essa escolha para o nome dela tããããão legal!!!), a Senhora B. E é apartir daí que a história se desenvolve.

Eu acho que teria sido mais interessante se a idade das crianças não tivesse sido tão alterada, acho que seria mais legal se eles tivessem uns 13/14 anos. Além disso, a websérie é um pouco lenta no começo, mas - fora isso -  eu to amando.

A princípio, eu achei a Mary um pouco menos chata, egoísta e mimada do que eu esperava, como se fosse só uma adolescente cheia de atitude, mas depois ela vai mostrando o quão bitch ela é. E ela também consegue ser engraçada e divertida. Eu gostei da Madlock e ainda não consegui superar esse fato, simplesmente não consigo vê-la como uma bruxa. A Martha parece que anda vomitando arco-íris e que bebeu paciência líquida em vez de leite quando era bebê. Ela é uma fofa e quero mais cenas dela. Declan (Dickon) é um doce de garoto, muito fofo e inteligente também. A Callie (Colin) é uma drama queen, a guria é mimada e chata pra caramba, não chega a ser tão insuportável quanto o Colin era, mas passa perto. Achei esse cross-gender desnecessário, mas como o papel do Colin, enquanto personagem, não requer necessariamente um menino acaba não fazendo diferença se é Colin ou Callie. E é bem legal ver o desenvolvimento da relação entre as duas meninas.

Achei um pouco amoroso demais o relacionamento entre as duas, acho que isso acontece porque a Mary da websérie é um pouco mais paciente e menos maldosa que a Mary do filme e do livro. Não que isso seja ruim, é só um comentário já que no livro o relacionamento entre a Mary e o Colin se desenvolve mais na base da marra já que os dois são crianças insuportáveis e egoístas. Só depois de muitas brigas, manipulação e talvez um pouco ódio, é que os dois começam a virar amigos.

O relacionamento da Callie e do Declan ainda está no começo, mas também é divertido de assistir, ainda mais as cenas de ciúmes da Callie.

A série tem várias referências a cultura pop como GoT, DW, Narnia, Capitão Planeta, etc. e isso dá um toque ainda maior de realismo. Os episódios saem toda quinta e sábado e, se eu fosse vocês, correria para assistir porque é muito legal. Ah! Acabei de lembrar de uma coisa. O pintarroxo ou pisco-de-peito-vermelho (não lembro qual era o pássaro agora) do livro virou um gato chamado Robin, o que é muito legal porque a espécie do pássaro que guia a Mary até o jardim é robin em inglês.

Vou deixar aqui os trailers e o primeiro episódio para vocês assistirem:





Agora eu estou na esperança de que esse projeto dê tão certo que depois resolvam fazer uma websérie de A Princesinha. *.*



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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Vamos falar sobre sexo (na literatura)?



To enrolado pra escrever esse post desde sábado reretrasado após ter lido essa reportagem no dia anterior.

Pra quem ficou com preguiça de ler o texto do link, ele discute sobre a questão do sexo sendo abordado com cada vez mais frequência pela literatura adolescente e YA e se isso seria algo positivo ou negativo. A reportagem acabou suscitando uma série de tweets de diversos autores e leitores que passaram o dia de sexta comentando sobre o assunto. A conversa gerada foi bem interessante (eu aprendi tantos termos, que eu nem sabia que existiam, relacionados à sexualidade que minha cabeça quase deu nó) e eu fiquei com vontade de expor minha opinião sobre o assunto em mais de 140 caracteres.

Primeiro, eu queria deixar claro que a discussão gira em torno de uma literatura voltada para adolescentes e não para crianças, sendo assim, eu acho super importante que os livros que visam esse público toquem no assunto. Particularmente, não acho uma boa ideia cenas detalhadas de sexo porque, como disse a Thalita Rebouças na reportagem, tem adolescente de 14 anos mais maduro que gente de 30 e tem adolescente de 14 anos com mentalidade de 10, mas o assunto deve ser abordado sim.

Conversas sobre sexo deveriam começar em casa com os pais, mas, infelizmente, isso nem sempre acontece. A escola, em alguns casos, tenta suprir essa necessidade com algumas aulas de "educação sexual" inseridas na matéria de Ciências ou na de Biologia, mas essas aulas muitas vezes são mal elaboradas e insuficientes. Sem contar com o fato de que uma grande parte dos adolescentes pode acabar ignorando as recomendações sobre sexo seguro justamente por serem aulas.

E é aí que entra a importância da literatura abordar o assunto. Muitas vezes, os livros são o único meio através do qual os adolescentes podem aprender de uma maneira "segura" sobre o assunto. Sem contar que eles podem servir como porta de entrada para pais e professores  iniciarem um diálogo com os adolescentes sobre o assunto. Os livros podem retratar a importância do sexo seguro e as consequências que a falta dele podem acarretar de uma forma bem mais fácil e real de apreender do que uma aula. Eles podem mostrar porque é importante ouvir quando alguém diz não (em vez de ignorar e cometer um estupro) e a importância de não se dizer sim apenas por pressão dos amigos.

E a ideia de que só por lerem livros que falem sobre sexo ou contenham cenas de sexo eles vão começar a praticar sexo é completamente irrealista. Eu li muitos livros que falavam sobre sexo e nem por isso virei ninfomaníaca. Lembro que ainda adolescente li um paradidático cujas protagonistas eram prostitutas adolescentes; um livro que me marcou muito também foi Predadores da Inocência que aborda o tráfico sexual infantil; Coisas que toda garota deve saber também aborda o tema; As séries O Diário da Princesa e A Irmandade das Calças Viajantes também falam sobre sexo; e eu acho que quase todo chick-lit toca no assunto. Isso sem contar que quase metade dos clássicos que são lidos ou estudados no Ensino Médio abordam o tema, por exemplo: O Cortiço, O Bom Crioulo, Emma Bovary, O Crime do Padre Amaro, Luzia-Homem, A Carne, O Primo Basílio, Germinal, etc.

Quanto à linguagem usada para falar sobre o assunto também não vejo problema algum porque são termos que eles já ouvem no dia a dia. Por mais que muitos adultos queiram negar, adolescentes fazem sexo, falam sobre sexo e usam essa linguagem mais "pesada" para falar sobre o assunto.

Agora, sobre sexo na literatura YA eu não vejo porque reclamarem. Como o próprio nome já diz, o público alvo é o young-adult (jovem adulto) e é de se esperar que um jovem adulto já tenha noção suficiente do assunto para não precisar ser censurado.

Quanto à literatura infantil falando sobre sexo, também acho importante, principalmente e sobretudo com o acompanhamento dos pais. Eu estou longe de ser mãe, mas acho que crianças devem ser ensinadas sobre o que é sexo e, principalmente, sobre o que é abuso sexual e também acho que os livros podem ser excelentes parceiros nesse processo. Na verdade, se você já é mãe ou pai ou tem algum contanto com alguma criança pequena, eu super recomendo o livro Kiko e a Mão para ensinar sobre abuso sexual.

Agora eu queria levantar um outro tema...

Vamos falar (na igreja) sobre sexo?/ Vamos falar sobre sexo (na literatura cristã)?

Eu já tinha falando sobre esse assunto por aqui, mas na época eu só indiquei alguns links interessantes sobre o assunto, hoje eu quero abordá-lo de um ponto de vista mais pessoal.

Eu tive muita sorte porque, desde criança, meus pais conversaram comigo sobre sexo e nunca deixaram de responder à nenhuma das minhas perguntas por mais "embaraçosas" que elas pudessem ser e olhem que eu fiz muita pergunta embaraçosa. (A propósito, obrigada por isso, mamãe e papai). Além disso, eu pude conviver com algumas mulheres cristãs casadas que não tiveram problema algum em falar sobre o assunto comigo mesmo eu sendo solteira. Mas eu sei que essa não é a realidade de muitos jovens cristãos.

Falar sobre sexo na igreja ainda é um tabu para muitos, mas graças a Deus esse tabu tem sido quebrado por muitas pessoas. Conversar sobre isso com adolescentes é importante não só pelos mesmos motivos expostos na primeira parte desse post, mas também para que eles entendam que sexo é algo bom ou, pelo menos, é pra ser (eu não posso falar disso de um ponto de vista pessoal ainda, mas tenho fontes seguras sobre o assunto) e que só é pecado se praticado fora do casamento. É preciso quebrar com a ideia que alguns ainda tem que sexo é ruim ou que é pecado (até porque não existe pecadinho e pecadão) porque essa ideia pode acabar transformando esses adolescentes em adultos casados e sexualmente frustados e com sérios problemas dentro do casamento.

Além disso, conversar de maneira sincera e aberta sobre o assunto faz com que o adolescente entenda a importância de se guardar para o casamento e decida permanecer virgem por fé e obediência à palavra de Deus e não por medo ou por acreditar que esse seria um pecado enorme, maior do que os que ele já comete, ou por causa dos pais etc.  E é aí que entra a importância de livros cristãos abordando o assunto.

Peraí... livros cristãos contendo sexo? Você tá brincando, Vanessa? Não, não estou brincando. Falar sobre sexo não transforma, necessariamente, um livro em erótico e fazê-lo através de uma literatura de cunho cristão é importante para que o adolescente (ou quem quer que leia) entenda que 1) sexo é bom, 2) sentir atração sexual por alguém é algo natural, 3) abstinência sexual não é fácil, mas também não é um bicho de sete cabeças, 4) sexo fora do casamento é um pecado como qualquer outro e não  um maior e 5) não é porque a pessoa não é mais virgem que Deus não ama mais ou que ela vai direto pro inferno ou algo do tipo. Além disso, ler livros nos quais os personagens têm crenças iguais às suas e tomam as mesmas decisões que você ajudam o adolescente a permanecer firmes em seus propósitos ante às pressões dos "amigos" para que o/a adolescente perca a sua virgindade o quanto antes.

Enquanto eu pensava sobre esse assunto eu percebi que muitos dos livros cristãos que eu tenho ou li (alguns ainda adolescente) abordam o assunto e foram/são muito importantes na minha formação enquanto mulher e cristã. Por exemplo: A Batalha de Toda Adolescente, Cantares de Salomão (você pode até interpretar Cantares como um exemplo da relação entre Cristo e a Igreja, mas ele foi escrito primordialmente para retratar a relação conjugal entre um homem e uma mulher), A Mulher Controlada pelo Espírito (tem um capítulo falando sobre como o temperamento da pessoa influencia na vida sexual), A Série Cris e seus derivados (Você já leu, mas não percebeu o livro abordando sexo? Pera lá que eu vou te lembrar: a Alyssa engravida do Sam no primeiro livro; o Rick pré-convertido vive forçando a barra na parte física de qualquer relacionamento em que esteja; o Ted e a Cris precisam parar de se beijar várias vezes porque já estão no sinal vermelho; a história da Tia Marta e da sua filha Joana; o beijo capaz de gerar uma criança - palavras do pai do Eli - entre o Eli e a Katie; a Cris aparecendo de madrugada na universidade usando só uma camisa do Ted e sabe-se lá o quê por baixo; as cenas de sexo entre a Cris e o Ted na série em que eles estão casados e essa frase da Katie), Hadassah - Uma Noite com o Rei (uma noite com o rei, acho que esse título já diz tudo, né?), A Bandeja - Qual Pecado te Seduz? (tem cenas de sexo no livro e apesar de ainda não ter lido Entre a Mente e o Coração creio que também deve ter ou, pelo menos, deve abordar o assunto), Perdido sem Você (não é o foco do livro, mas ele aborda o sexo em alguma partes e o faz de uma maneira bem construída e realista com umas cenas e diálogos hilários) e Amor de Redenção [A protagonista é uma prostituta e rola sexo do início ao final do livro. O livro aborda pedofilia, prostituição, estupro, traição, sexo como vingança, incesto, sexo como expressão de amor, a importância do prazer sexual tanto feminino quanto masculino, sexo dentro e fora do casamento, sexo - ou atração sexual - como ferramenta de conquista, etc. Fala até sobre empoderamento feminino! (Isso não tem necessariamente a ver com sexo, mas que quis dizer porque é muito legal.)  E esse é um livro que eu recomendaria pra qualquer pessoa independente se for adolescente ou adulto]. Enfim, esses são só alguns exemplos.

Eu já estou com sono e tenho que trabalhar mais tarde, então vou parar por aqui. Espero que tenha conseguido deixar claro o porquê eu acho importante se conversar sobre sexo em casa, na igreja e na literatura. Digam nos comentários qual é a opinião de vocês sobre o assunto.



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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Os Melhores Contos dos Grimm

Branca de Neve

Os Melhores Contos dos Grimm é um seriado alemão que passa no Globosat todo domingo às 9:00. A série é uma adaptação televisiva de diversos contos dos irmãos Grimm (mas às vezes eles adaptam uma história de outro autor como A Pequena Sereia que foi escrita por Andersen). 

Conheci essa série acidentalmente quando mamãe colocou no Globosat no meio do episódio de A Pastora de Gansos e me chamou, depois disso não paramos mais de assistir. Eu gostei porque, ao contrário de muitas das atuais adaptações, eles não romantizam as histórias em excesso. Quando eu digo romantizar, não falo de romance em si (porque isso ainda há bastante), mas de idealização da história. Tipo, ainda é possível perceber os traços de violência que permeavam os contos "originais". No final de A Pastora de Gansos, por exemplo, a dama de companhia é SPOILER sentenciada a ser colocada nua em um barril com 1000 pregos e ser arrastada por cavalos SPOILER. É claro que essa cena não foi mostrada, mas ela não foi totalmente excluída e isso me fez vibrar internamente. E apesar de a maioria das histórias que já assisti até agora terem amor romântico, já percebi que isso não foi um fator para a escolha dos contos que seriam adaptados. Tem histórias sem isso como base também, o que é muito legal porque contos de fada não são sinônimos de romance como a maioria das pessoas parece pensar.

Outra coisa que achei legal é que muitas das histórias eu não conhecia e olha que eu já li váááárias histórias dos Grimm, inclusive a coleção da Cosac Naify com mais de cem histórias. Cada episódio é um conto diferente e os títulos aparecem bem no começo então é preciso prestar atenção senão não dá pra saber qual é a história da vez. O legal quando não dá tempo de ver o título é tentar adivinhar qual é o conto pelo enredo (deixei mamãe surpresa quando descobri que uma história era A Bela Adormecida por causa de uma rã! hahaha), mas como eu disse antes, muitas das histórias são um pouco desconhecidas então nem sempre dá pra adivinhar qual é por isso recomendo que sempre tentem ver o título antes.

Enfim, gostei muito e recomendo principalmente pra quem gosta de contos de fada. Infelizmente não sei se passa na Netflix ou em algum outro site para assistir online e nem achei para baixar por torrent então só mesmo na tv pra assistir. Se você encontrar disponível em outro local, por favor, me avise nos comentários. Nem sempre estou em casa no horário que passa. T.T
(Correção: Quando escrevi esse post o seriado ainda passava dia de segunda a tarde por isso nem sempre eu estava em casa para assistir. Agora que só passa domingo pela manhã meu atual problema é que eu estou no décimo sono no horário da série T.T)



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segunda-feira, 25 de maio de 2015

O Livro dos Vilões




Pessoas boazinhas são tão chatas. Não há nada melhor do que um bom vilão. Sei do que estou falando. Também tenho meus momentos de maldade, vocês me conhecem bem...

Por isso mesmo estou certa de que vão se divertir muito com este livro: Irmãs que amam sapatos e odeiam a meia-irmã - muito natural, é claro; uma madrasta hilária viciada num app para iPad e em experiências com venenos, huahuahua; um bruxa que me lembrou muito dos tempos do colégio; e um lobo com crise de consciência... vai entender!
Então vamos parar de enrolação! Se estiverem na praia, peçam uma bebida bem geladinha e ajeitem seus óculos escuros, porque é impossível parar de ler as novas histórias desses vilões cheios de classe e... maldade!

Você sabe que me ama.
Xoxo, Blair Waldorf. (Sinopse retirada da orelha do livro)

Assim como O Livro das Princesas, o Livro dos Vilões tem como proposta ser uma releitura moderna e realista dos contos de fada, a diferença é que, dessa vez, as histórias são contadas do ponto de vista dos vilões. Os contos foram novamente escritos por escritores brasileiros e ianques e novamentes os brasileiros foram mais legais. Então, vamos às histórias!

#Stepsisters - sobre sapatos e selfies, Cecily von Ziegeser: Releitura de Cinderela. Nastia e Dizzy são duas irmãs gêmeas superficiais e viciadas em sapatos que adoram fazer a irmã de criação Cindy de gato e sapato. Gostei da fada madrinha e SPOILER da Cindy ter mostrado um lado um pouco vingativo SPOILER, mas o enredo foi bem fraquinho e extremamente superficial, o que não me surpreendeu porque os poucos livros que já li dessa autora seguem essa mesma linha. Achei que o conto deixou muito a desejar e poderia ter sido bem melhor.

Menina Veneno, Carina Rissi: Releitura de Branca de Neve. Malvina é uma supermodelo e se acha a mulher mais linda do mundo, mas vê esse mundo virar de cabeça para baixo quando sua enteada Bianca Neves decide investir da carreira de modelo também. No geral, achei o conto bem legal e gostoso de ler, mas não curti alguns aspectos do final.  

Quanto mais afiado o espinho, Diana Peterfreund: Releitura de A Bela Adormecida. Conta a história de Madalena que vive em uma família de "bruxas", mas tenta a todo custo ser normal. Um dia, ela conhece três meninas numa piscina pública e as quatro se tornam melhores amigas, só que as outras garotas desconhecem a origem de Madalena. Gostei da personagem Madalena e odiei suas "amigas". O conto é legal e bem triste.

A Menina e o Lobo, Fábio Yabu: Pelo título acho que deu pra perceber que a história é baseada em Chapeuzinho Vermelho, né? Esse conto fugiu totalmente da parte realista da proposta já que mantém o aspecto fantasioso da história, mas mesmo assim foi meu conto preferido. O Lobo é um ótimo personagem, super bem desenvolvido e a história foi muito bem bolada. Não quero falar muito para não dar spoiler, mas esse conto super vale a pena ser lido! 

De uma maneira geral, o livro é legal, mas deixou um pouco a desejar. Por mais interessante que tenha sido o fato de tantos os vilões quanto os mocinhos não maniqueístas, eu esperava vilões mais vilões e malvados. Sinceramente, eu achava que esse livro seria mais legal e interessante que o das princesas justamente por ser do ponto de vista dos vilões, mas as histórias acabaram sendo um pouco fracas. O único conto que eu amei mesmo foi A menina e o lobo, ele fez valer a pena todo o livro.


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Demolidor



Demolidor é uma série da Netflix cuja primeira temporada estreou completa no dia 10 de abril. São 13 episódios com quase uma hora de duração cada. 

A série gira em torno da história de Matt Murdock, um homem que ficou cego em um acidente aos 9 anos de idade e acabou ganhando super sentidos por causa disso. Já adulto, Tristan Matt dirige uma firma de advocacia com seu sócio Foggy durante o dia e a noite protege a Cozinha do Inferno de bandidos disfarçado de vigilante. 

Os personagens são ótimos e muito bem aproveitados. Conseguimos ver todo o desenvolvimento do Matt de vigilante mascarado até se tornar o Demolidor. O quanto ele tem dúvidas se o que faz é certo e se ele pode realmente mudar algo. Sem contar que, além dos conflitos internos, o seriado retrata muito bem o conflito espiritual no qual Matt vive. Esse lado religioso dele é muito interessante e podemos perceber o quão importante suas crenças são para ele e o quanto elas influenciam suas ações. 

O desenvolvimento do Fisk em Rei do Crime também foi abordado e eu gostei porque não mostraram apenas o lado vilão dele, mas o humanizaram bastante através das cenas que ele protagonizava com a Vanessa ou na cena SPOILER em que ele encontra o Wesley morto. SPOILER 

Além deles dois, temos ainda todos os personagens secundários que são bem desenvolvidos, com histórias próprias e personalidades fortes.

A série dialoga um pouco com os filmes da Marvel, como Os Vingadores, por exemplo e eu achei interessante o fato dela mostrar as consequências das grandes batalhas travadas pelos super heróis e o quão destrutivas elas podem ser. E por falar em batalhas, as cenas de lutas foram muito bem elaboradas, mas achei um pouco cansativas. Não sei se por já assistir a muitos seriados de heróis, mas pulei muitas dessas cenas simplesmente por não ter mais paciência para assistir. O que me leva a um aviso: a série é muito violenta. Eles não tem pudor algum em explorar a violência existente nas ruas ou a que o próprio Matt é capaz de produzir.

Enfim, não posso dizer se é fiel ou não aos quadrinhos porque nunca li, mas gostei muito do seriado. O elenco e o enredo de cada episódio, assim como o da temporada em geral, são ótimos e dá para maratonar em um final de semana de boa (adorei o fato de terem lançados todos os episódios de uma vez). Recomendo bastante para quem gosta de histórias de heróis.

E vocês? Já assistiram ou pretendem assistir? Gostaram? Me digam nos comentários.


domingo, 17 de maio de 2015

5 Motivos para assistir a "Dona Moça"



Há dois dias eu descobri o projeto do Adorbs Produções para a adaptação de uma obra literária brasileira em uma websérie chamada Dona Moça. Se você leu algum dos meus posts sobre séries a essa altura já deve saber o quanto eu gosto de assistir a essas webséries desde que conheci e me viciei em TLBD. Então quando eu ouvi falar de Dona Moça eu fiquei super animada com a ideia do projeto e já estou mega ansiosa para assistir a série que vai estrear dia 27 de maio por isso resolvi compartilhar com vocês um pouco da minha animação e fazer essa lista com cinco motivos pelos quais eu acho que vocês também deveriam assistir a Dona Moça.

1 - É baseada em Senhora, de José de Alencar
Eu gosto muito dos livros de José de Alencar e não sei vocês, mas eu definitivamente prefiro o Alencar urbanista ao Alencar indianista. E Senhora é uma das minha obras preferidas dele. Gosto de como ele retrata a mulher nessa obra, gosto do fato de Aurélia ser forte e independente e isso não a impedir de se apaixonar e se entregar ao amor. Gosto de a obra mostrar que amor nem sempre é suficiente para fazer um relacionamento funcionar, dos personagens serem realistas e terem qualidades e defeitos e de como o processo de perdoar/ser perdoado é retratado. Enfim, Senhora é muito legal e, se você ainda não leu, eu recomendo que você aproveite que a websérie ainda não estreou e leia (lembrando que, segundo a produção, não é necessário ler a obra para entender a websérie).

2 - É baseada em uma obra brasileira
Às vezes parece que os brasileiros apreciam tanto o que vem de fora que acabam rejeitando o que é nosso como se o simples fato de algo ser brasileiro o tornasse instantaneamente ruim. Não vou mentir e negar que a maior parte da arte que consumo é estrangeira, mas a cada dia tenho aprendido a valorizar cada vez mais os artistas brasileiros e sei que muitos deles não devem em nada para os de fora. Por isso projetos como esse são tão importantes, eles valorizam obras e autores brasileiros e mostram que podemos fazer produções tão boas quanto outros países.

3 - É produzida por mulheres
O projeto está sendo dirigido e produzido apenas por mulheres o que é extremamente importante para a valorização feminina nessa área de trabalho. Sem contar que isso significa que provavelmente teremos mulheres retratadas de maneira decente e realista e não estereotipada. 
A equipe de produção é composta por Ana Lívia Marques, Jaqueline Viana, Larissa Sarini, Maria Raquel Silva e Maynnara Jorge.

4 - É um projeto transmídia
Ou seja, além de assistir aos episódios no youtube ainda poderemos seguir os personagens em redes sociais como twitter e instagram, por exemplo, acompanhar a coluna de fofocas do J. Alencar e sabe-se lá o que mais a produção vai inventar. Isso é legal porque torna a experiência do telespectador mais interativa e aproxima os fãs dos produtores e atores.

5 - Eu estou recomendando
A essa altura vocês já devem saber que eu tenho um excelente gosto então se eu estou dizendo que algo é bom é porque é bom e vale a pena conferir. Humildade me mandou lembranças.  Não consegui pensar em um quinto motivo e achei que uma lista com apenas quatro não seria legal.

Pelo que eu entendi do projeto, será feito um crowdfunding (financiamento coletivo) após os dez primeiros episódios então já é bom irem preparando os cofrinhos caso vocês gostem da websérie e queiram ajudá-la a continuar. 
Eu realmente torço para que Dona Moça seja tão legal quanto eu estou esperando que seja e que minha ansiedade seja recompensada. Depois da estreia eu faço outro post contando para vocês o que eu achei.