terça-feira, 30 de outubro de 2012

Minha Jornada... Até Agora



Tempo vai tempo não vem. E um projeto de gente que corria por um sítio atrás dos pintinhos acabou se tornando uma criança altamente sonhadora. Uma criança com mania de independência, sempre inventando coisas pra vender e com mania de querer salvar o mundo. Uma criança tagarela que sempre gostou de ler e escrever e de brincar. De brincar bastante e de viajar. É... ela também gostava de assistir reportagens e programas desse tipo.

Tempo vai tempo não vem. Aos poucos essa criança cresci. E a cada dia vou mudando um pouco, aprendendo e descobrindo mais de mim. O relacionamento com os livros fica cada vez mais forte e ainda amo viajar. As reportagens agora são raras (um pouco de alienação às vezes faz bem), prefiro muito mais os desenhos animados e os seriados. A mania de querer salvar o mundo diminuiu mas nunca sumiu por completo. Já vivi muita coisa, aprendi tantas outras e descobri umas mais.

Descobri que não dá pra ser sempre a melhor em tudo e que as coisas raramente são do que eu quero. Descobri o que é frustração. Descobri que sou capaz de me acomodar com mais facilidade do que gostaria e que isso às vezes não é bom.

Descobri o que é acertar e o que é falhar. E que escrever um romance não é tão fácil quanto pensava aquela criança, mas que é uma questão de prática e persistência. E de conto em conto, escrita e reescrita eu chego lá.  Descobri que ter um blog facilita isso e também contribui para que minhas amizades se expandam.

Descobri que sempre há mais espaço na vida pra poesia. Seja através de poemas ou da dança. Descobri que a vida tem que ter trilha sonora.

Descobri que posso mudar de ideia. E que, apesar de fazer um curso que eu goste, eu não sinto a mínima falta da faculdade durante as férias. Descobri que as pessoas mudam e nem sempre a mudança é para melhor. Descobri que amigos às vezes se afastam.


Descobri o que é estar apaixonada mas ainda não descobri o que é o amor romântico. Ah! Porém eu descobri sim o que é o amor, o amor-amizade, o amor ao próximo, o amor-próprio, o amor familiar, o amor a Deus o amor de Deus. Ah! O amor de Deus que me aceita como sou e é capaz de me transformar. Descobri que sem Ele a vida é inútil e é só nEle eu posso ser eu, só nEle e com Ele eu posso ser verdadeiramente feliz.
 
Tudo isso vai contribuindo para que eu descubra ou redescubra mais de mim. Nem sempre as descobertas são boas ou agradáveis, mas - quando isso acontece - eu descobri que posso mudar. Já se passaram quase 22 anos e eu descobri muito mais do que há nesse texto. No entanto, sei que ainda há muito para descobrir, muito para mudar, para desenvolver ou simplesmente muito pra deixar do jeito que está.

Ps.: Esse texto faz parte da blogagem coletiva para comemorar o aniversário de 5 anos do Caminho de Memórias. Parabéns!

2 comentários:

Aline Gomes disse...

Muito obrigada por participar, Nessa.

Esse texto me lembrou aquele "Depois de algum tempo você descobre, etc, etc" que o povo diz que é de Shakespeare, mas que não tenho tanta certeza ;)
Muito bom!!!

Cíntia Ribeiro disse...

Que lindo! :)